Por
causa das proibições, a Escryma se tornou uma
arte clandestina ensinada em segredo (como o Karatê
em Okinawa). Quando ressurgiu, ela tinha se tornado irreconhecível
ao espanhol, pois fora disfarçada na forma de dança
folclórica local (movimentos com passos de dança
graciosos sem armas). Até mesmo os espanhóis
foram atraídos por esta "dança" e
durante eventos cerimoniais, eles permitiram que as "danças"
fossem executadas publicamente.
Porém
de forma alguma a real arte desapareceu.
De
geração em geração estes diferentes
estilos regionais, coletivamente conhecidos como Arnis de
Mano ou Escryma, foram mantidos vivos e foram passados através
dos séculos.
Em 1898, com o fim do governo
espanhol e início do governo americano, a proibição
foi revogada. Durante os feriados nacionais competições
esportivas foram organizadas, porém os professores
ainda se recusavam a abrirem suas portas e o Arnis permaneceu
uma arte secreta. Ainda havia muito pelo que se lutar nos
anos que viriam.
Após o início
da segunda guerra mundial os japoneses invadiram as Filipinas
e muitos filipinos lutaram em unidades de guerrilha ao lado
dos americanos. Incidentes de combate à curta distância
ocorreram, onde muitos tiveram as suas vidas salvas, graças
aos seus conhecimentos de Escryma..
A arma oficial era o machete,
uma espécie de facão, bem parecido com o Bolo,
uma arma tradicional filipina. Durante este período
eles puderam refinar as suas técnicas em combate real.
Mesmo
após o final da segunda guerra as Filipinas permaneceram
violentas. Em 1967 a cidade de San Juan foi a primeira a impor
uma proibição ao uso do nunchaku. Somente em
setembro de 1972, após a imposição de
uma lei marcial, o presidente conseguiu acabar com um hábito
local de solucionar discordâncias pessoais com o uso
de armas de fogo, facas ou outras armas mortais.
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